Grafiteiro de são Paulo. Iniciou nas ruas em 1989, com pixos , grapixos e frases de protesto. Nesta época também começava a se identificar com a cultura hip-hop, que desde 86 já começava se interessar, com o passar do tempo absorveu outras formas de intervenção dentro da ''Street Art'', como stencil, lambe-lambe, stickers, nos mais variados suportes, como carros abandonados muros, casas, sucata, poste, tela e tudo que a tinta se adere .
Nascimento
1976 – Povoado de Cabaceiras – Seabra – Bahia – 17 de Fevereiro
Vida Familiar
Filho do pedreiro Nivaldo e da dona de casa Valdetina, onde vive com mais 4 de
um total de 8 irmãos.
Cronologia
1979 – Chega a São Paulo, direto para Zona Oeste.
1986 – Começa a dançar quando a onda do breaking chegou a escola e contagiou
imediatamente todos, era o boom do Hip Hop.
1989 – Cria a gang CDN (caveiras da noite) e começa a pichar as ruas, com frases
de protesto e alertas sociais ao povo excluído.
1991 – Após saber da pichação no Cristo Redentor, por pichadores também da zona
oeste, começa perder a vontade de pichar, por não conseguir ultrapassar o feito
deles, perde mais de 1 ano, dormindo mal, pichando pouco, momentos de depressão,
somente pensando em ira para os EUA para pichar a Estátua da Liberdade. Sem
sucesso, pensa em parar de pichar.
1993 – Faz o último picho, invadindo um grande banco e quase é apanhado nesta
última aventura. Meses depois começa a se interessar por arte e frequenta
exposições, e tudo que se refere a arte em geral.
1996 – Freqüenta oficina de stencil art, e, após 2 meses de aula, projeta a
revista Arte Nas Ruas, sai do emprego de paisagista e começar a viver da arte,
fazendo projetos em escolas públicas e associações culturais; faz sua primeira
exposição em uma escola pública.
1997 – Começa a saga dos Peoples, cria vários personagens, que dá base para seus
trabalhos até hoje. Inicia o Art Gratia, espécie de free art, distribuindo obras
pelas ruas, pondo de ônibus, dentro dos ônibus, e para as pessoas em geral.
Trabalha como monitor do artista Arthur Lara, grafiteiro da primeira geração de
SP.
1998 – Assina o folder da exposição Grafite Hip-Hop do fotógrafo Cláudio
Schapochinik, cria a união graffiti, posse que reúne grafiteiros, rappers e djs,
e inicia o núcleo hip-hop dentro da ONG Ação Educativa. É convidado para atuar
como assistente de direção do documentário PIXADOR. Cria o Fanzine Luta (enquanto
a revista não sai); começa a chamar a atenção da mídia.
1999 – Não realiza mais trabalhos comerciais e passa a divulgar somente seus
personagens “Peoples” , muda o nome para 9370, para pintar na rua com mais
sossego.
2000 – Volta a usar o nome Gejo, e a 9370 vira uma marca Hip-Hop, hoje
reconhecida no mundo inteiro; participa da criação do núcleo de graffiti da
Cidade Escola Aprendiz; lançando o documentário PIXADOR no Espaço Unibanco, que
ficou lotado e marcou a história da street art no Brasil.
2001 – Lança a revista Arte nas Ruas, que logo é espalhada pelo mundo através da
Art & Crime e culmina na invasão de estrangeiros no Brasil para estudar o estilo
tupiniquim de fazer graffiti; vira graf editor do jornal estação Hip-Hop e do
site Manuscrito da UOL.
2002 – Cria e produz a exposição Writer´s SP no MUBE, uma das primeiras
exposições de graffiti em museu; insere o graffiti dentro do mercado mundo mix,
fazendo a curadoria e produção em 4 edições; é convidado para expor no Museu de
Helsink, Finlândia, mas nao consegue patrocínio no brasil para os custos da
viagem..
2003 – Coordena e produz a pintura de um dos maiores murais do mundo, na Avenida
Vinte e Três de Maio, junto ao artista francês Philipe Maiux, para o aniversário
de São Paulo, 200m x 9 m.
2005 – expõe em espaços culturais coletivos.
2006 – Após tempos de desânimo, resolveu seguir um pensamento -quando está tudo
confuso, volte para o início – assim retorna ao povoado onde nasceu, 30 anos de
atraso, mas foi uma experiência revolucionária, criou novos projetos e um novo
artista surgiu; idealiza o Centro Cultural Sítio do Tatu Amarelo, para ser
erguido no terreno onde nasceu; começa a expor em vários locais e uma obra acaba
chegando as mãos da galerista Mônica Filgueiras, que tempos depois o influencia
a comercializar suas obras, mesmo sem intenção de caráter comercial, assim,
abrindo a cabeça quanto a ser artista e viver de arte.
2007 – Faz sua primeira exposição individual, no Collégio das Artes, local onde
artistas de renome ministravam aulas; cria o projeto Arte x Armas, exposição
coletiva com mais de 100 artistas mundiais, entre grafiteiros, pichadores,
designers, artesãos, artistas plásticos...(ainda em andamento); realiza mais uma
exposição na Galeria Central.
2008 – Faz uma exposição individual no Senac Consolação e leva a exposição O
Povo na UTI para dentro de um hospital; faz uma individual na Assembléia
Legislativa de São Paulo; em seguida expõe em diversos países, EUA, Alemanha,
Bélgica, Espanha, Itália, Cingapura, Irlanda; cria o Free Art Fest, uma
exposição coletiva mundial, que depois da exposição distribui as obras
gratuitamente. É a primeira vez que acontece esta exposição no Brasil; já está
na edição # 4 ; começa a gravar um documentário de 20 anos de rua.
2009 – no processo de montagem do acervo do centro cultural SITIO DO TATU
AMARELO ,o artista conhece os editores de gravuras Pedro Paulo Mendes e Teca
Lacerda , que depois de conhecer a obra e a trajetória artística, patrocinam as
primeiras gravuras profissionais e o convidam para ser curador e participante do
primeiro álbum de gravuras do brasil ,somente com artistas de rua marginalizados
dos anos 80 .
A parceria com os editores vem também em apoio a idéia do artista em viabilizar
o acesso ás suas obras , para o maior numero de pessoas, não somente pessoas
abastadas ,mas também o porteiro, o zelador ,a dona de casa , pessoas que
comumente não frequentam galerias e não podem pagar um valor alto pela obra do
artista . mas ele faz questão da arte estar também onde o povo está,
independente de classe social .Objetivo atingido utilizando e técnica da gravura
.
Em março de 2009 , recebe convite da galerista Mônica Filgueiras, e realiza o
Free Art Fest dentro da galeria, sendo a primeira galeria do Brasil a distribuir
obras de arte gratuitamente; faz sua primeira individual no Mato Grosso do Sul ,
é convidado para fazer sua primeira individual internacional na Itália e
individual na mônica filgueiras galeria de arte. É convidado a ministrar
oficinas de graffiti na fundação CASA em sorocaba .
Atualmente suas obras são encontradas em diversas coleções particulares, acervos
de museu e diversas galerias em varias regiões do mundo.
Contacto do artista:
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