Augusto César Coelho Freitas, brasileiro, casado, nascido no dia 21 de Julho de
1961 em Salvador Bahia – Brasil, aos 12 anos já mostrava desenvoltura nas artes
plásticas. De talento impecável, de traço fino e sutil como se fossem feitos a
pena até mesmo quando segura um simples lápis.
Este artista que tem como base o surrealismo,
fazendo da imagem da sua arte uma mensagem que passa do irreal ao real, com uma
vontade voraz. Seu estilo surrealista se assemelha a René Magritte (trabalho que
só veria conhecer a pouco tempo), o chapéu de coco, muros, representante do
movimento livre, rasgões que reproduzidas na tela parecem sair do desenho.
São estilos usados por Magritte, em suas obras que Guto jamais virá antes. Já no
Colégio Góes Calmon, onde cursou o ginásio, surpreendia a todos os professores
com suas obras surrealistas, que desafiava o consciente e o inconsciente de
amigos, colegas, professores e aos admiradores de sua arte. Sempre ousou em
mostrar sua arte pelo pincel, lápis de todos os tipos, nanquim, óleo, pintura em
tecidos, papel canson, tela, colagem, hidrocor, madeira, xilogravura, lixas.
Mesmo ainda não tendo tempo de fazer esculturas ele ainda espera aposentar-se de
sua atividade atual para se dedicar a essa atividade e retomar sua paixão por
outras artes que domina. Possui um talento ímpar para a música, sendo autodidata
no violão, guitarra, no contrabaixo e teclado. Nunca cursou nenhuma escola de
arte. Somente aos 34 anos aprendeu algumas técnicas para trabalhar com
Silk-screen com professor baiano Manoel Neto.
Na época do ginásio alguns professores levaram seus trabalhos a exposições,
empresas também fizeram uso de suas obras em lojas, bares, marcas de roupas.
Tudo isso através de amigos, professores, sendo muitas de suas obras desviadas e
perdidas por não assinar (prática que começou a fazer a pouco tempo). Para Guto
Freitas, pintar e desenhar suas obras já basta. Nunca cobrou por elas, a menos
que seus verdadeiros amigos insistissem. Apesar de não assinar suas obras seu
estilo jamais fora esquecido. Devido a isso resolvi por cobrança de amigos e por
ser uma admiradora da sua arte postá-las em um Blog, consecutivamente vieram os
pedidos de uma comunidade num dos mais conhecidos sites de comunidades do país.
Com isso vieram mais amigos, incentivadores das artes, apreciadores, e etc.
Guto é introspectivo a primeira vista, jamais fala sobre suas habilidades até
que alguém se manifeste, sua melhor comunicação é com a tela. Como ele mesmo diz:
“me transformo quando tenho um lápis e papel na mão”. Quando desenha esquece o
tempo, o mundo passa a ser sua obra. Retrata a natureza pelo homem e para o
homem, rebeldia, loucura, êxtase, mundo carnal, espiritual, as formas femininas
sem vulgaridade e a vulgaridade do mundo material. Seu estilo surrealista
permite que possamos ter nossas próprias conclusões sobre sua obra por isso não
gosta de intitulá-las. Se as faz é por imposição das regras da arte. Para ele
fazer das linhas formas físicas é tão simples e tão maravilhoso que o fato de
torná-las obsoletas, fúteis de forma que o olho humano não pudesse absorver,
soaria para ele desestimulante. Uma obra de Guto Freitas será sempre uma obra de
Guto Freitas em qualquer lugar. Ele é o exemplo de milhões de brasileiros que
não tiveram acesso às entidades acadêmicas. Após a morte da sua sobrinha ele fez
seu último trabalho em lápis cera, onde expressou numa criança a maturidade,
como se pudéssemos acompanhar seu crescimento mesmo não a vendo. Após esta obra,
se restringiu a caricaturas, pinturas e desenhos pequenos. Acostumado a ver
grandes e trabalhadas formas em seus desenhos, amigos, parentes, perceberam que
Guto estava parando uma das suas atividades mais prazerosas. Até por diversão em
bares e locais públicos basta apenas um guardanapo de papel, um papel de
cigarros, lápis, esferográfica para começar suas obras. Como um cara divertido,
engraçado, embora tímido, este humorista nato e grande piadista nos diverte co
seus casos, histórias da vida, piadas. Falar de Guto não é fácil, são muitos
feitos em sua vida.
Um homem que amar nunca foi demais. Amante da arte e do universo feminino. Amou
e foi amado, muitas vezes. Todas que o conheceram, sonharam, com sua arte e
algumas foram retratadas meio que indiretamente por ele.
Faço aqui das palavras do amigo, pintor baiano Fernando Queiroz (a quem o
trabalho é muito admirável por Guto Freitas), as minhas:
- “O artista deve acreditar na sua arte e mesmo sendo tardio, esperar
reconhecimento dela; não somente pelos amigos, pelos artistas que o admiram,
como os estranhos que estão vivenciando suas obras pela primeira vez. A sua arte
deve ser valorizada e para isso deve ter um preço. Mesmo que nem todos
enriqueçam pela sua arte, mas que possam viver dignamente dela no seu país”.
No Brasil precisamos ter mais reconhecimento nas artes em geral, não só na
música onde estão os mais famosos e bem remunerados artistas, mas na pintura,
fotografia, esculturas, literatura, arte digital e outros. Obrigado a Galeria
Aberta pelo incentivo as artes em especial a Arte de Guto Freitas.
“A arte é a manifestação mais sensível do ser humano, ao artista é dada à
faculdade divinal de falar, viver, sentir... demonstrar seus afetos e desafetos
pela arte. Só me resta pedir ao Deus dos deuses que nunca falte aos artistas
estímulos para executar sua arte”.
Obras mais conhecidas: Homem Nature, Iluminando Mentes, Visões do Coração, Amar
sobre todas as Forças, Vida Eterna, Senhor Ganesha.
Contacto:
http://aartedegutofreitas.blogspot.com
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