Nasceu a 20 de Outubro de 1968 na Cidade de Matosinhos - Portugal.
Aos 8 anos de idade descobre em si especial apetência para a criatividade
artística, brincando com aguarelas e guaches, assim como, o gosto pela
escrita desenhando com imaginação inocente os seus textos em folha de papel.
“Se um homem não marcha ao ritmo dos seus
companheiros, talvez seja porque ouve um tambor diferente”
Henry D. Thoreau
Paulo Themudo é um homem de cultura e um artista sensível. Tudo nele é
intuição, equilíbrio e cortesia. Quem se debruça sobre o seu trabalho artístico,
vê como se desenrola, profundo na mensagem, rigoroso no domínio técnico e
elegante enquanto experiencia estética. É um autor que procura trilhar o seu
próprio caminho, plenamente consciente do propósito de proclamar e afirmar, ser
e exprimir, experimentar e cumprir aquele que realmente é.
O artista, não obstante alguma sintonia com o
expressionismo abstracto, não quer fazer sua, a arte de outros, explorando
então o seu baú de memórias. Assim, coloca a descoberto todo um universo que
sendo seu, se lhe afigura, por vezes, desconhecido.
Fascinado pela arte de Jackson Pollock, a sua pintura aproxima-nos das obras
daquele pintor. De facto, são muitas as semelhanças entre a pintura de Paulo
Themudo e a desse precursor do expressionismo abstracto, nascido em Cody, no
estado de Wyoming.
Paulo Themudo escolhe esta corrente, por ela lhe permitir expressar-se com
liberdade. A sua pintura, embora possa parecer resultante de processos
livres de preconceitos, limitando-se a proceder de forma aleatória, a um
“espalhar” de tinta sobre a tela, a um claro “ deixar acontecer”, está longe
de ser apenas isso, de ser uma acção de gestos repetitivos e de aplicação de
manchas desconexas e sem qualquer intenção subjacente ao íntimo do seu
criador. Existe, de facto, um exercício de construção temática, de ideias,
por vezes até muito concretas e com amplitudes de grande abrangência, que
servirão de “toque de partida” para esse “deixar acontecer” no decurso da
experiencia.
O artista, na sua pintura, não permite quaisquer tipos de controle, por
estar seguro que “o controle é inimigo da criação”.
A liberdade não se dá nem se compra; a liberdade é a essência do próprio
ser.
Paulo Themudo não esconde a sua veia poética e expressa-a em todo o seu acto
de criação. Por isso não é de desprezar um olhar atento à sua pintura e
assim descobrir nela a poesia que tanto anima este poeta pintor. É neste
espaço do universo interno do pintor que as ideias se reúnem com enorme
cumplicidade para construir um tema que irá servir de pretexto para a sua
expressão através da pintura.
Segundo Carsen Cullers “o que um escritor pode afirmar é que escreve a
partir de um núcleo que se expande pouco a pouco no seu inconsciente e que a
intuição é o seu primeiro aliado”.
Ora, Paulo Themudo, conhecida a sua veia poética, incorre pelos mesmos
processos e vai usando a poesia para impor com firmeza a sua pintura, onde
transparece a afirmação plena da vida, sem códigos nem programas. Não admira
que o poeta, transfigurado em pintor, cante em versão plástica, pedaços da
estória do seu imaginário. É um processo que decorre num estado de
consciência de profundo silêncio interior, que vai muito para além das
palavras, e que se manifesta em cada gesto, em cada atitude e em cada
momento da existência temporal do artista, num bailado de ondas de
sonoridade de extraordinária beleza e de indescritível verbalização.
É a voz da eternidade debruçada sobre o Tempo neste seu tempo
tridimensional.
Paulo Themudo como se pode intuir através da sua criação artística, irradia
a sua aura de forma clara e transparente para o seu Agora, em tons de
modernidade e de absoluta ancoragem numa realidade futura que vê e antevê
nova e promissora. Hoje, mais do que nunca, é necessário estar-se à vontade
diante do novo, com a mente aberta a uma realidade que já é e será
efectivamente nova para quem sobre ela se debruce e desfrute em plena
harmonia a vida nova que a mudança insiste em trazer.
Pollock no auge da sua carreira afirmava que "O pintor moderno não pode
expressar o seu tempo, o aeroplano, a bomba atómica, o rádio a partir das
velhas formas da Renascença. Cada época encontra a sua própria técnica".
Pois bem, Paulo Themudo faz transparecer na sua arte uma declarada alusão a
uma modernidade para além da que experimentamos hoje, como se se apercebesse
intuitivamente do aproximar de uma nova realidade.
E é ao ritmo dessa vibração nova que Paulo Themudo permite esse “ deixar
acontecer” na sua representação artística - na pintura, como matéria e como
espaço e na escrita, como referente temporal de uma realidade de vida. E
aqui, mais uma vez se sublinha a proclamação que é tida em consideração de
que o grande e, dir-se-ia, principal objectivo deste artista é a expressão
de emoções e sentimentos que lhe vão no seu intimo. Tudo o resto, a cor, a
linha, a composição, a estética, o tema e até, a técnica, não o subjugam na
sua finalidade, que se assume fiel e incorruptível, enquanto experiencia
artística.
Muitos criadores, consideram que os verdadeiros artistas, não são os que
expressam os objectos tal qual são, analisados à “letra”, mas os que as
expressam tal como as sentem interiormente.
Paulo Themudo nasceu em 1968 na Cidade de Matosinhos. Desde cedo, descobre
especial apetência para a arte e dá início às primeiras experiências no
mundo da pintura. É aí que começa a paixão pelas artes plásticas, donde
resulta um percurso interessante, em constante crescendo. Hoje o seu estilo
está fortemente ancorado no expressionismo abstracto, muito na linha de
Pollock, donde ressalta a força das formas e a intensidade das cores em
perfeito entendimento harmónico, pleno de sensações e emoções.
Os grandes palcos da pintura portuguesa, enfeudados numa política
economicista e de uma modernidade desequilibrada e desenfreada, não permitem
o acesso a artistas mais talentosos, que fazem da arte uma autêntica
experiencia de criação, livres, enquanto acto de criação, de “palas” que os
subjuguem a esquemas que subvertem o mundo da arte.
A arte deste pintor bem poderia figurar entre a dos renomados pintores
expressionistas contemporâneos portugueses.
Falar de Paulo Themudo, que se vai conhecendo publicamente nas áreas da
escrita e da pintura, é falar de um criador atento aos novos ventos e luzes
de uma modernidade que não pára de nos surpreender pela inovação que traz a
um mundo cansado de marcar passo numa via aparentemente sem porto. Claro que
este poeta pintor não descarta, em circunstância nenhuma, o aspecto da sua
individuação que a assume e a usa no acto de criação. Poder-se-ia questionar,
numa análise descuidada à sua obra, até que ponto a sua individualidade,
aliada à sua identidade, interfere, de facto, na sua obra. Com efeito,
encontra-se nos trabalhos de pintura de Paulo Themudo uma correcta avaliação
da realidade dos nossos dias, dos sinais com que a Vida nos vai presenteando,
sem julgamentos e expectativas compulsivas e exageradas e sem medos. Através
de toda a sua obra, escrita e plástica, Paulo Themudo envia-nos uma mensagem
de mudança, provocando o observador com alertas de uma vivencia desgastada e
obsoleta que precisa urgentemente ser desconstruída e reconstruída partindo
de novos pressupostos.
É da sua obra e em particular de algumas, seleccionadas para o efeito, o
objecto desta abordagem, expondo o que, de determinado ângulo, sugerem.
Em “Escrita”, um dos seus trabalhos recentes, o artista extravasa todo o seu
potencial ligado à escrita, como que pondo em evidência um conjunto de
códigos que o orientarão na demanda das suas metas, neste labiríntico espaço
onde tudo lhe é presente, mas, paradoxalmente, tudo lhe parece ocultado,
como num complexo jogo de puzzle. Há assim o construir de um novo processo,
usando as pedras que lhe são presentes, novas e diferentemente concebidas
para se ajustarem a uma nova realidade.
As cores estão lá, criteriosamente seleccionadas, em perfeita harmonia,
proporcionando a melhor adequação e interpretação do objecto da mensagem que
o autor pretende sugerir. A malha que define o trilho, também está lá,
mostrando claramente os pontos de conflito, que resolvidos, deixarão
abertura para o encontro de outras metas, como se fosse obrigatório
percorrer todos os trilhos, resolver todos os conflitos para tornar
consistente o encontro com a porta de entrada para a nova realidade. Mas os
códigos, representados nessa malha, mais se assemelhando a manifestações
caligráficas, terão obrigatoriamente que ser usados, quando não, o risco de
não transpor a porta, será enorme e totalmente irreversível.
No dizer de Paulo Themudo, citando apontamentos poéticos do seu recente
livro Devir de Vir,
“Palavras...
Da varanda perdida do meu mundo, horizonte adormecido nestas mãos calmas que
olhos de verão acordam.
Não tenho palavras caras! Não as conheço… A alma inflige um movimento fatal
que mão de Deus desenha a traço fino, o rumo, horizonte padecido de sonho
amarga a voz deste silêncio reinventa o meu esconderijo adormecido.
Dentro de mim vivem e morrem todos os dias, são desenhos de flores sem cor,
sombras gigantes de medo … “
Por aqui se infere o quanto o autor se tem ocupado num trabalho de
descoberta e reencontro consigo e com a Vida em “voos picados” de enorme
profundidade introspectiva, na busca de um sentido que a Vida insiste em
mostrar, de forma inequívoca e irredutível.
Já em ”Lugar”, obra realizada em óleo s/ tela de 50x50 cm, é sugerida uma
mensagem de diálogo entre dois espaços, aparentemente iguais na forma, mas
que se apresentam diferentes no seu conteúdo. No espaço localizado na parte
inferior da tela, ligeiramente mais escuro e mais denso que o de cima,
percebe-se uma dinâmica de inúmeras vias com ligação ao espaço de cima, que
faz supor uma vivencia caracterizada por intenso conflito e enorme tensão,
agravada pela dúvida e incerteza quanto ao caminho a seguir, - se continuar
no espaço de baixo ou avançar para o de cima, novo, embora aparentemente
desconhecido. De notar que as vias que no espaço de baixo se apresentam
visíveis, no de cima se fundem completamente, aspecto sintomático de
perfeita adequação e harmonia com esse novo espaço.
Não é por acaso que na obra “O Homem e a Gruta” , em óleo sobre tela, também
de 2008, surjam as já referidas manifestações caligráficas, apontando a
ideia de completo encarceramento do homem nessa encruzilhada do espaço de
baixo. Percebem-se flashs de luz branca, representativos da mudança, embora
ainda pouco credíveis pelas mentes conservadoras e grandemente conotadas com
a matéria altamente densa.
O homem ainda não tem certezas, mas quem as terá? Os cinco sentidos não
serão suficientes para sustentar e consolidar uma escolha mais elevada que o
conduza a um espaço e um tempo que se afiguram novos e ignotos. Todavia uma
certeza existirá sempre na mente humana, a de que ele será sempre o
personagem comum nos dois espaços, aquele que viajará na sua merkaba pelos
espaços e pelos tempos – “ O que permanece”. E Paulo Themudo, através da
obra “ O que permanece”, consciente ou não, não esconde essa realidade, sem
quaisquer ilusões que possam desvirtuar aquele que foi, é e sempre será, - o
caminho do ser em direcção ao Centro.
É, de facto, muito interessante, este exercício de observação à obra de
Paulo Themudo, tendo em conta esta combinação alquímica entre a escrita e a
pintura. É a pintura mais a escrita convivendo sem qualquer conflitualidade,
resultando daí “outputs” interessantíssimos, onde, do ponto de vista da
interpretação física, é patenteada com grande harmonia e subtileza, uma
cooperação perfeita entre os dois sistemas de representação, como que
mostrando o quanto a humanidade ganhará se forem conjugadas energias.
Esta alquimia informacional tão bem conseguida, este entrelaçamento entre a
pintura e a escrita, resulta em efeitos, que se afirmam comuns a ambos os
sistemas de representação e que ressaltam subtilmente em toda a sua obra.
Num olhar a trabalhos mais recentes, realizadas em 2008/09, em particular a
“ Impacto”, “Da terra aos Céus, Gente”, “Catarse” e “Divinas Musas”,
salienta-se a leitura profundamente espiritualizada que sugerem. E aqui, uma
vez mais se descobrem os efeitos alquímicos já apontados e todas as
referências a um mundo interno do autor, firme e inevitavelmente expressas
através da escrita, mostrando quanta força caracteriza este processo, em
toda a sua plenitude, do ser Paulo Themudo, onde o resultado da soma de
todas as (suas) partes aparenta ser superior ao seu (próprio) “todo”.
Citando fragmentos do seu livro Devir de Vir, em “Política Incestuosa”
“ Há um mundo que se transforma desigual…
Não há memória deste rio terno que chove nas minhas
Mãos, os olhos distantes, mascarados, são sombras, pesadelos meus…
Uma voz arremessa para longe, insultuosa, último verso que soltei, furiosa,
desencadeia neste mundo, princípios de tudo, aqui, criança nasce de novo
para inventar o sonho, puro.
…
Eu sou… Aquilo que sou.
Trago nas mãos um pedaço de jornal, carrego nos ombros pedaços de tempo, sou
ruas tamanhas, lugares distantes.
Sou simplesmente, um mundo consumindo do seu próprio mundo, criador da
palavra para viver o sonho, sou voz…”
E em “Sou Uno”
“ ….
Perdoem-me as incertezas, sou homem nesta aventura e desatino, carnaval de
cores alheias, vestem o espírito, sou um sabor nos lábios descontentes, dor
premente, presente sem futuro abraça o corpo despido, onde me deito…
Foram-me tão queridas, todas as viagens de silêncio que corpo aventurado se
afoga em mim, inocente.
Foram maravilhosas, descontentes, palavras, pecado os meus lábios lapidam os
pedaços de vidro teus olhos mastigam.
A lâmina dos meus pulsos, viola as palavras que adormecem nesta mesa redonda
que enfrento.
A mesa do mundo.
…”
Em toda a arte de Paulo Themudo, se percebe um interessante diálogo entre
ele, enquanto experiência neste mundo tridimensional e Ele como um Todo
neste continuum do espaço-tempo.
É assim que, nas entrelinhas do pensamento de Paulo Themudo, se desenham e
eternizam promessas de um mundo Novo, cujos acordes de consciência,
altamente ampliados, se permitem oferecer um novo canto, um canto de Paz, de
Amor e de perfeita Harmonia e aí, numa atitude de auto confiança, o ser
proclamará:
“E Eu … sempre te amei, te amo e te
amarei,
Amargas memórias trarás contigo,
Nós dois sabemos que Eu não sou aquilo que tu experiencias,
Mas Eu espero que um dia a Vida te traga tudo,
Tudo o que Eu sempre sonhei para ti”
De volta à obra de Paulo Themudo, insiste-se na tendência que este artista
patenteia em relação às aspirações a uma Liberdade, que assume crucial tanto
para a sua criação artística - escrita e plástica, como para a totalidade da
sua expressão enquanto ser experienciando esta existência.
Em “Impacto”, o mais relevante é escrito a cores, que de alguma forma se
identificam com a terra numa relação muito forte, como a pronunciar que a
grande mudança que o artista anuncia, não se fará à revelia da Mãe Terra. Os
trilhos aqui estão mais dissolvidos no todo do quadro, dando a ideia de uma
maior e mais consciente compreensão da inevitável direcção a seguir. Há já
compromissos que se vão assumindo, acções novas que se iniciam, diálogos que
verbalizam outros futuros e um sol que transmite Luz Nova, indiciadora de um
Novo Mundo, assente em pressupostos de maior Leveza, Harmonia e Amor. É um
impacto novo, diferente na forma como se apresenta, diferente no modo como é
acolhido. Mas, o artista entende que será necessário um último trabalho de
limpeza para que o novo encontre terra pura, onde possa dar inicio a um novo
ciclo, sem influências de velhos padrões.
Após esse “Impacto” e antes ainda “Da terra aos Céus, Gente”, onde o artista
põe a descoberto uma nova geometria dos Espaços e dos Tempos, surge, como
“sopro último, nessa terra que se insinua também última, “Catarse”,
envergando uma roupagem profundamente purificadora dos espaços e dos tempos,
em fase de irreversível mutação.
Citando Paulo Themudo em “O Outro Céu” do seu livro Devir de Vir,
“ Nuvem enclausurada no mais divino, as mãos erguem vontades de rei num
palácio cristalizado e vestido de sol.
Minha nova morada… “
É a luz de um sol novo para uma morada que promete padrões de radiação
também novos.
E, no mesmo texto, Paulo Themudo alude às gentes do seu imaginário,
“… As gentes, meu trono…O fio desta arma enclausura a nuvem que logo se
dissipa consumida pelo sabor da trovoada.”
Mais à frente, neste mesmo texto,
“Abrem-se as portas dessa morada, sonho enclausurado namora a vaga da chuva,
são olhos de cristal que te constroem nas mãos de cavaleiro a moldura pálida
de novo reino.”
Todo este imaginário é vertido para os suportes onde a criação se aninha
para celebrar momentos de elevação especial. E Paulo Themudo não se inibe,
frente às folhas de papel ou às telas. Empresta todo o seu fabuloso universo
interno, enriquecido por vivencias de muita intensidade e de percepção
especial.
Em “divinas Musas” o artista já pisa terreno novo e firme, apercebendo-se da
musicalidade de uma terra nova, onde a Harmonia faz questão de fazer as
honras e o Amor, as soluções para todos os conflitos.
Chegar aqui, a este ponto da visita ao trabalho de Paulo Themudo, é chegar
de uma viagem especial a um porto, dos muitos que o artista construiu ao
longo do seu itinerário, neste continuum espaço-tempo.
É “ Entre o Principio e o Fim, o Inicio”, uma obra espantosa deste artista,
que é escolhida para concluir esta apreciação. Esta obra sugere viagens para
outras dimensões, que em muito se distanciam no tempo e no espaço da
terceira dimensão. Um espaço onde o Caos se assume como o fim de uma etapa e
o inicio de uma nova Era.
Daí, este cenário que Paulo Themudo apresenta e que parece querer mostrar o
paradoxo de um Principio e de um Fim sem inicio e sem termo, respectivamente
e ainda mais paradoxalmente, um Inicio entre um Principio e um Fim. E este
paradoxo, encerrando uma mudança de paradigma, expressa na tela sob a forma
de um conjunto de eventos aparentemente desordenados sobre um “oceano”
escuro, uma imensidão cósmica preparada para acolher uma mudança que se
inscreverá na vasta e infinda história da Vida como a era dourada do Amor e
da Harmonia. Há nesta obra forças que ainda se antagonizam numa desesperada
luta pela manutenção de um estado irremediavelmente obsoleto. É o caos na
ordem e a ordem no caos; é a manifestação de uma desenfreada resistência das
velhas energias ao estabelecimento dum novo estado do Ser, uma resistência à
evolução que se afigura já no horizonte próximo.
Ponta Delgada, 23 de Agosto de 2009
António Ferreira Pinto
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